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Dando sequência às técnicas de anatomia, apresento aqui dois esquemas que aprendi em aula que podem auxiliar na construção do corpo do homem em relação às proporções:

   

Olhando esses “esqueletinhos” pode até parecer que não vai dar muito certo, mas depois que colocamos o volume fica bem interessante.

Em breve publicarei alguns desenhos que fiz utilizando essas estruturas como base.

A idéia do desenho de observação inserido neste post era utilizar os conceitos de luz e sombra, procurando representar as texturas de cada objeto. Como não ficou muito fácil de identificar, eu passo a cola: da esquerda para a direita, o cubo é de madeira, o cilindro é metálico e possui um pequeno reflexo do cubo (de branco), a esfera é de pedra e o cone de vidro. Os borrados são inevitáveis, uma vez que foi utilizado giz branco e também um bastão que é puro “grafite”.

O resultado é o que se segue. As sombras parecem erradas, mas foram representadas exatamente como apareciam na referência. Espero que gostem.

Composição de objetos

Nota: como o cubo possuía três pontos de fuga, a construção acabou saindo errada. Pena que só percebi após a finalização :P

Finalmente comecei a estudar no curso um dos assuntos que mais esperava e que muito me fascina: luz e sombra.

O primeiro exercício proposto para aplicar esses dois conceitos foi desenhar uma esfera imaginando uma fonte luminosa em cima do objeto. O resultado é o que se segue:

 

Esfera

Confesso que estou muito ansiosa para saber o que vem depois e para começar a aplicar luz e sombra em cenários, pessoas, objetos… 

Mas é claro que só conseguirei isso depois de muita prática. Aguardem ;)

Todo rosto que não estiver posicionado exatamente de frente, ou de perfil, é considerado “¾”, incluindo inclinações para frente e para trás.

Para desenhar faces em ¾ segue-se o mesmo princípio da técnica apresentada anteriormente, porém com adaptações. Abaixo, alguns exemplos:

Moça5Neném bochechudoVelhinha orientalMoça6

Moço loiroMoça do cabelo onduladoMoça7

Existem diversas técnicas e maneiras diferentes para se desenhar um rosto.

Recentemente aprendi uma  delas  no  curso de desenho que faço, desenvolvida pelo próprio professor do curso, Rodney Buchemi, baseada na construção de proporção áurea.

Não pretendo detalhar aqui o desenvolvimento da técnica, mas o resultado fica mais ou menos assim:

Esquemas de anatomia facial

Com essas duas estruturas, a construção de uma face fica muito mais fácil, para qualquer ângulo que se queira representar.

Normalmente, no momento em que se insere os traços de uma pessoa ou personagem, a estrutura é extrapolada. Ou seja, não é preciso que uma referência se encaixe exatamente nas medidas propostas pelos esquemas, uma vez que o objetivo principal é facilitar o posicionamento dos elementos que compõe uma face (nariz, olhos, boca, orelhas, etc.).

Na figura abaixo podemos observar como os rostos de alguns famosos se encaixam bem nessas estruturas:

faces famosas

Como exemplos da utilização desta técnica, seguem os seguintes desenhos:

 Melhor idadeGarotoMoça2NegroMoça3Moça4 

É notável que ainda não sei representar cabelos e por isso ficarei devendo essa parte, por enquanto.

Após dizer essas palavras, meu professor de desenho mostrou na prática o quanto isso é verdadeiro. Esta técnica - representada abaixo – auxilia na execução de vários objetos.

Para fazer os dois carros foram usados paralelepípedos (formas derivadas de cubos) que possibilitaram reproduzir com facilidade as perspectivas, as formas e as proporções dos modelos originais que foram usados como referências para esses desenhos.

Vale citar que alguns traços foram apagados ao longo da execução e por este motivo, os paralelepípedos que antes haviam servido de base para os desenhos precisaram ser inseridos através de edição.

FuscãoAudi TT

Identificar e traçar  pontos de fuga antes de começar um desenho possibilita alcançar mais facilmente a perspectiva que se deseja de um objeto ou cenário.

Nem sempre será  possível traçar numa folha os pontos de fuga que formam determinado objeto. Neste caso, é importante imaginar que as linhas desenhadas irão se convergir em algum lugar no “espaço”.

Abaixo estão dois desenhos que fiz utilizando esse conceito.

Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson

A primeira técnica que aprendi no curso, já na segunda aula, foi “medição e construção”.

Trata-se de separar a folha em quadrantes e posteriormente fazer medições (usando o próprio lápis), marcações e linhas na folha para cada objeto desenhado, objetivando conservar as proporções e a simetria, quando for o caso.

Vale destacar que em momento algum são utilizadas réguas ou outros objetos que sirvam como tal. Sendo assim, toda reta existente nos desenhos foi feita “à mão livre”.

A seguir, algumas execuções nessa técnica, porém já limpas, sem as linhas e marcações que auxiliaram na sua construção.

Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson


Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson


Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson


Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson


Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson

Nesse post constam três desenhos que fiz mês passado, incluindo o que originou a imagem do cabeçalho.

Não possuo a menor técnica ainda.
Desenhei todos eles pegando como referência fotos contidas em revistas.
Sei que são desenhos simples, toscos (no sentido literal da palavra), sem sombra, com possíveis falhas de perspectivas e proporções, entretanto, é isso o que eu sei  fazer  até agora. Espero que gostem.

Todas as críticas construtivas serão sempre bem vindas.

Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson

 

Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson

Lápis 2B no papel canson

A coisa mais antiga que me vem na memória quando tento lembrar sobre quando eu comecei a desenhar, é a imagem de uma criança de uns 8, 9 anos, sentada no chão da escola, “copiando” os personagens da Warner que estavam estampados em latinhas ou sacolas (não me lembro bem) da antiga loja Side PLay…

Desde o começo fazia ampliações, reduções e cópias que na minha ingênua visão da época eram muito parecidas com as originais.

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